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domingo, 16 de outubro de 2011

Ao Meu Primeiro Rival - Parte I


Cara, todo mundo tem um rival, e quando digo todo mundo é todo mundo mesmo. Rival não é uma coisa que se escolhe, se existe esse lance de alma gêmea, onde uma pessoa completa a outra, o rival é mais ou menos por aí, ele te completa em alguns aspectos. Claro que nada sentimental... (UA!!!) é mais como um obstáculo mesmo, um nível, que sempre está à frente e você sente uma necessidade interna em ultrapassar. Tive inúmeros rivais durante a minha vida, mas esse post não é pra um rival qualquer, esse post é uma homenagem ao meu primeiro rival, meu primo!!!

Na verdade não me lembro bem qual foi o primeiro contato “farpado” que nós tivemos, talvez tenha sido em outro plano. Te liga na minha cena hipotética:
Estávamos nós dois no Céu esperando pra nascer na família Hebrahim, um espírito olhando pro outro e Deus pergunta “Quem dos senhores deseja nascer primeiro?”, tal que saltamos juntos dizendo “Eu! Eu!”. Só que Deus é inteligente pacas, resolve a situação da maneira mais sábia “Faz um par ou ímpar aí”. Eu ganhei o par ou ímpar e nasci primeiro, mas não contava que também tinha ganhado um rival que nasceria meses depois na minha própria família.

Quando criança (criança mesmo, tipo 4 anos) o meu pai começou a trabalhar em Óbidos, a cidade que nasceu e morava meu primo, enquanto isso eu e o resto da minha família estávamos em Santarém e recebíamos visita apenas uma vez por mês dele, e sempre que ele chegava nos contava como era Óbidos e falava do meu primo e como ele era hiperativo. O que eu não sabia é que eu iria conhecer o Hiperativo meses depois!

Depois de meu pai estar melhor estabelecido em Óbidos nós fomos morar com ele na casa do meu tio, eu estava entrando em território inimigo e não sabia...
O primeiro contato (agora o real) foi normal, mais ou menos assim “Olha Guilherme, aquele é seu priminho, vai brincar com ele...”, sou bonzinho, sempre fui, então obedeci e fui brincar com o minicapeta. Então o meu primo me guia até o quintal onde tinha uma segunda casa sendo construída. Construção é um paraíso na cabeça de um moleque, eu pensava em todas as coisas que eu podia brincar lá: pira-pega, pira-se-esconde, polícia e ladrão, pir... meu raciocínio é quebrado pelo meu primo, o que ele me indica a fazer “vamos fumar?”. Cara, ele tinha 4 anos e queria fumar... doido, na minha cabeça ele era o cara, aceitei muito rápido “Vamo!!!”. O primo voltou pra casa e quando voltava ele trazia um caderno brochura e um isqueiro. Então a gente entrou num dos cômodos que estavam sendo construídos e começamos a enrolar os desenhos rabiscados no brochurão do meu primo, acender a ponta deles e fumar papel como se fôssemos artistas de cinema. Aquele dia foi massa, passamos a tarde fumando todo o caderno do meu primo. Chegando em casa (na casa dele) com aquele cheiro de queimado, minha mãe me manda pro banho, ‘No Problems’, fui tomar meu banho, saí do banheiro como se fosse um Palmolive (Não, não estou ganhando pra fazer esse comercial). Estava cheirozinho, ia fazer o que estava sentindo mais falta: deitar na rede com meu pai e ouvir ele cantar e contar umas histórias de ninar pra mim, pois estava com muita saudade daquilo, faziam alguns meses que meu pai não me fazia dormir... só que não pude criar expectativas sobre aquilo acontecer tão rápido, pois o dito-cujo do meu primo já estava lá alugando o braço do meu pai pra servir de travesseiro pra ele... eu não ia deixar passar barato, esse é o meu pai, é meu lugar... algo precisava ser feito!!!

Amanhã essa história vai dar uma reviravolta.

Essa primeira parte eu dedico ao cara que me apresentou ao vício de fumar brochurão!!!

3 comentários:

  1. hahahahaha, muito firme ;D

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  2. Valeu, Thamires!!! :) Sabe quem é o meu primo, né?

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    1. Eu juro que não sabia que era ele, fiquei suspresa! haha :D

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