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domingo, 16 de outubro de 2011

Ao Meu Primeiro Rival - Parte I


Cara, todo mundo tem um rival, e quando digo todo mundo é todo mundo mesmo. Rival não é uma coisa que se escolhe, se existe esse lance de alma gêmea, onde uma pessoa completa a outra, o rival é mais ou menos por aí, ele te completa em alguns aspectos. Claro que nada sentimental... (UA!!!) é mais como um obstáculo mesmo, um nível, que sempre está à frente e você sente uma necessidade interna em ultrapassar. Tive inúmeros rivais durante a minha vida, mas esse post não é pra um rival qualquer, esse post é uma homenagem ao meu primeiro rival, meu primo!!!

Na verdade não me lembro bem qual foi o primeiro contato “farpado” que nós tivemos, talvez tenha sido em outro plano. Te liga na minha cena hipotética:
Estávamos nós dois no Céu esperando pra nascer na família Hebrahim, um espírito olhando pro outro e Deus pergunta “Quem dos senhores deseja nascer primeiro?”, tal que saltamos juntos dizendo “Eu! Eu!”. Só que Deus é inteligente pacas, resolve a situação da maneira mais sábia “Faz um par ou ímpar aí”. Eu ganhei o par ou ímpar e nasci primeiro, mas não contava que também tinha ganhado um rival que nasceria meses depois na minha própria família.

Quando criança (criança mesmo, tipo 4 anos) o meu pai começou a trabalhar em Óbidos, a cidade que nasceu e morava meu primo, enquanto isso eu e o resto da minha família estávamos em Santarém e recebíamos visita apenas uma vez por mês dele, e sempre que ele chegava nos contava como era Óbidos e falava do meu primo e como ele era hiperativo. O que eu não sabia é que eu iria conhecer o Hiperativo meses depois!

Depois de meu pai estar melhor estabelecido em Óbidos nós fomos morar com ele na casa do meu tio, eu estava entrando em território inimigo e não sabia...
O primeiro contato (agora o real) foi normal, mais ou menos assim “Olha Guilherme, aquele é seu priminho, vai brincar com ele...”, sou bonzinho, sempre fui, então obedeci e fui brincar com o minicapeta. Então o meu primo me guia até o quintal onde tinha uma segunda casa sendo construída. Construção é um paraíso na cabeça de um moleque, eu pensava em todas as coisas que eu podia brincar lá: pira-pega, pira-se-esconde, polícia e ladrão, pir... meu raciocínio é quebrado pelo meu primo, o que ele me indica a fazer “vamos fumar?”. Cara, ele tinha 4 anos e queria fumar... doido, na minha cabeça ele era o cara, aceitei muito rápido “Vamo!!!”. O primo voltou pra casa e quando voltava ele trazia um caderno brochura e um isqueiro. Então a gente entrou num dos cômodos que estavam sendo construídos e começamos a enrolar os desenhos rabiscados no brochurão do meu primo, acender a ponta deles e fumar papel como se fôssemos artistas de cinema. Aquele dia foi massa, passamos a tarde fumando todo o caderno do meu primo. Chegando em casa (na casa dele) com aquele cheiro de queimado, minha mãe me manda pro banho, ‘No Problems’, fui tomar meu banho, saí do banheiro como se fosse um Palmolive (Não, não estou ganhando pra fazer esse comercial). Estava cheirozinho, ia fazer o que estava sentindo mais falta: deitar na rede com meu pai e ouvir ele cantar e contar umas histórias de ninar pra mim, pois estava com muita saudade daquilo, faziam alguns meses que meu pai não me fazia dormir... só que não pude criar expectativas sobre aquilo acontecer tão rápido, pois o dito-cujo do meu primo já estava lá alugando o braço do meu pai pra servir de travesseiro pra ele... eu não ia deixar passar barato, esse é o meu pai, é meu lugar... algo precisava ser feito!!!

Amanhã essa história vai dar uma reviravolta.

Essa primeira parte eu dedico ao cara que me apresentou ao vício de fumar brochurão!!!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Fulana

Tudo começou em 1999, me mudei pra Alq. sem saber que essa cidade iria mudar minha vida pra sempre, eu estudava com você e gostei de você desde que entrei pela primeira vez naquela sala, foi amor à primeira vista (nunca pensei que ia dizer isso).
Você sempre foi diferente das outras garotas, enquanto as outras garotas eram feias e metidas, você era linda e humilde e o seu jeito fez com que eu me apaixonasse cada vez mais por você.
E então comecei a fazer de tudo pra me aproximar de ti e a primeira oportunidade que surgiu foi quando a professora fez um trabalho em dupla, tomei coragem pra pedir pra ti fazer comigo, você aceitou e marcou na sua casa eu fiquei tão feliz que nem me toquei que eu estava lá pra fazer trabalho,a partir daí fui fazendo de tudo pra ficar perto de ti,e ia me apaixonando cada vez mais, eu não faltava um dia na aula só pra eu poder te ver, e então fui crescendo e ao invés de o amor diminuir, ele foi crescendo... e eu não estudava mais contigo tu vieste estudar aqui em Stm, quando fiquei sabendo da sua partida fiquei triste, cheguei ate a pensar que não ia conseguir viver, pois eu podia até ser uma criança mas eu já sabia que eu te amava. São nove anos de  planos pra te conquistar.
Foram varias as vezes que te vi, e todas inesquecíveis, mas a sensação mais estranha foi a de quando eu fiquei um bom tempo sem vê-la, você tava indo pra sua escola e eu pra minha, foi o “OI” mais difícil da minha vida, minhas pernas tremiam, meu coração acelerou e eu gaguejei, foi uma sensação boa e ruim, é uma coisa que não sei explicar e é assim que me sinto até hoje quando te vejo.
 Também me recordo das férias de 2004, nesse ano não viajei, mas por incrível que pareça foram as melhores férias da minha vida! Eu morava perto casa de sua avó e você ia toda tarde à casa dela, eu ficava das 14:00 as 15:00 te esperando passar na frente de casa naquela bicicleta cross prateada e, também, tentando bolar um jeito de conversar contigo. E então quando as férias estavam perto de terminar eu comecei a brincar toda tarde de bola contigo lá na frente de casa, eu contava as horas pra chegar a tarde pra que eu pudesse te ver, então as férias acabaram e percebi que eu vivi seis anos da minha vida sonhando com um amor platônico,e então procurei te achar em outras meninas...e não encontrei, tentei te esquecer e não deu, e até tentei me enganar figindo que você não existia. Tentei até sentir raiva de ti, chegando ate a mandar mensagens que eu não gostava mas de  você, mas quando te vi de novo o meu desejo era de ti falar que tudo aquilo era mentira, e o que eu sinto por ti é amor verdadeiro mesmo! As vezes chego ate a imaginar como seria se eu namorasse contigo.
E hoje eu tenho certeza que você, Fulana, é a mulher da minha vida!
Amo-te e sempre vou te amar...
                                                        Guilherme Hebrahim


Escrevi isso em 2007
Dedico a MIM!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Brincadeiras I - Parte III (Caso de Polícia)

Pra entender esse post leia os dois anteriores!!! http://allmylifehebrahim.blogspot.com/

Recapitulando: Levei dois amigos mais novos pra brincar comigo, minha irmã e outro amigo (o que chora na música do RBD), a brincadeira era calabouço, a gente os prendia enquanto eles dois tentavam se safar. Estavam lá: Tomatinho e Maluquinho presos, porém, quando nós, os carcereiros dos moleques, nos damos conta o Maluquinho foge deixando pra trás o Tomatinho amarrado no quarto(Amigão ele, né?) e um "Éguaaaa do pulo!!!" em nossas cabeças. Nossas atenções se voltam pro outro prisioneiro, Tomatinho iria sofrer as consequências por seu parceiro de cela ter fugido, BUT ("but" é "mas" em inglês, pra você que não estudou) antes que pudéssemos aumentar o nível de tortura chega Isa, a conselheira, dizendo que a avó do pequeno Tomate estava na porta, quando fomos até a porta ela não era a única... Eis que ouvimos o primeiro grito:

CAPÍTULO III - Caso de Polícia

- Maconheirazinha!!!
A velha gritava apontando pra minha irmã, depois voltou os olhos pra mim, eu tentando me esconder por trás da porta semi-aberta, ela começa a me xingar de PEDÓFILO...
Começou um... como é mesmo a palavra... Fuzuê (essa cai bem aqui) na frente de casa, minha irmã, mesmo quando mais nova, nunca foi de calar a boca. A velha também ouvia umas "palavras bonitinhas" que saíam da boca da minha querida Joana. E o grito corria solto na frente da casa, a aglomeração começava a aumentar, primeiro foram os vizinhos, depois qualquer curioso que estivesse passando por perto parava pra ver a cena.
Não posso dizer que não fiquei assustado com aquilo, mas mesmo nessas horas eu me encontrava rindo por dentro olhando o Tomatinho sem saber se saía de casa e ia pros braços da velha doida ou se ficava com a gente, os malvados torturadores, eis que ele escolhe... Tomatinho corre pra trás de mim!!! Será que a avó dele era assustadora????
Então a Bruxa (deixa eu chamar ela de bruxa?) diz que vai ligar pra polícia. Não esqueço essa hora, minha irmã responde pra ela mostrando o celular:
- Não sabe o número? Quer que eu ligue? (Claro que tudo isso num tom muito alto - chegava a abafar o som que a velha fazia)
Nesse momento a Bruxa viu que alí ninguém tinha medo (na verdade era só a Joana que não tinha, pois o Alípio, a Isa e eu estávamos quase nos urinando de tanta pressão) e decide ir embora, ela chama o Tomatinho pra ir com ela só com os olhos, sem dizer uma palavra e ele entende (Ok, posso ter exagerado nessa parte, mas o fato é que ela amedrontava o coitadinho). Tomatinho sai quase molhado de medo - a velha tinha conseguido com os olhos o que a gente com tortura não conseguiu. Aquilo tinha acabado?
NÃO!!!!

Um dia depois...
Meus pais chegam de viagem, contar a história pra eles foi fodah... mas pior que isso foi uma intimação chegando na nossa porta dizendo que teríamos que comparecer na delegacia!
A tarde desse dia foi muito ruim... morava em cidade pequena... parecia que todo mundo sabia o que tinha acontecido, de fato alguns sabiam e cidade pequena aumenta muito o que acontece... Descobri depois que muito do que aumentaram na história foi fruto da imaginação do Maluquinho (o que tinha fugido primeiro), ele disse pra todo mundo que (presta atenção na imaginação de merda do moleque) eu tinha uma roda na minha parede que usava pra amarrar eles e atirar facas enquanto estavam de olhos vendados... o.O Ele inventou também que eu usava um cabo de vassoura, no maior estilo Tropa de Elite (assiste ao filme que você vai entender). O mais incrível não é um menino inventar isso, mas sim um adulto acreditar!
Além de descobrir o que o Maluquinho tinha inventado fiquei sabendo que antes de a gente abrir a porta pro Tomatinho sair a velha já estava lá fora a pelo menos uns 15 minutos e que o pai do do vegetal já tinha pulado nosso muro (mais aposto que não foi mais bacana que o pulo do pequeno Maluco mesmo o "Tomate Pai" sendo lutador) e batido em todas as janelas e portas... Em meu favor digo que o ar-condicionado de casa era muito barulhento e RBD no máximo faz você perder o discernimento de outros sons...

Dia da audiência
Até pra escolher a roupa pra ir na delegacia foi difícil, evitei as cores muito chamativas como vermelho ou amarelo, não queria usar preto também... fui de azul claro, assim o delegado fica calmo, pensei. Fui até lá acompanhado do meu pai, chegando à delegacia sentei num banco que havia perto da porta, não fiquei muito tempo lá, logo fomos chamados pra entrar na sala do delegado.
Entramos. Esperava naquele momento ver o pai lutador e a avó bruxa do Tomatinho, mas o único na sala além de mim e meu pai era o delegado. Ele me olhou, e começou o interrogatório olhando pra uns papéis:
- Você é o Guilherme Martins Hebrahim?
- Sou sim! - Respondi.
- Qual sua idade, Guilherme?
- 14...
- Qual a idade dos outros que você brinca?
- Não sei... acho que 12, 10... por aí!
Ele me olhou por um tempo e depois começou a falar pro meu pai:
- Porra (ele soltou esse "porra" mentalmente, eu sei disso), a diferença entre eles é mais tamanho mesmo! Como que uma mulher dessas chega inventando tanta coisa...? - daí entendi que ele já tinha falado com a Bruxa.
- Meu filho sempre foi maior em altura, mas já falei com ele que não é mais pra ele brincar com o Tomatinho. - Disse meu pai.
E ficou por isso, o delegado liberou a gente! UOHUW!!! Eu pensei que delegados fossem mais durões e que a conversa poderia chegar até um "Onde que estão escondida as drogas?", mas que nada.
Passado a audiência fomos, meu pai e eu, pra casa. A noite fui sair com a Joana e o Alípio, era tarde, sabe quem encontramos enquanto caminhávamos? O pai lutador do Tomatinho. Ele vinha em nossa direção... puts... senti o Alípio ficando mais branco que papel sulfite, não sou do tipo corajoso, mas não tive medo naquela hora. Então quando íamos passar pelo Tomate Pai ele me chama. Ok, nessa hora até que minha coragem tinha se abalado um pouco, mas fui lá. Ele foi bacana, no possível num momento desses, e só disse que não era pra eu brincar com o filho dele, não daquela maneira. Depois ele continuou seguindo o caminho dele e nós o nosso. Depois de um tempo o clima ruim de toda essa situação passou e só o que sobra agora é uma trama malígna para destruir o MALUQUINHO! Risada malígna em 3 - 2 - 1...

 MUHAHAHAHHAAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHHA!!!  (brincadeira gente, meu tempo de fazer maldade já passou)

[Ou será que não???]


Dedico o final dessa história a todos os Idiotas que acreditaram que eu realmente tinha uma roda de circo em casa! Porque... Fala sério!!!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Brincadeiras - Parte II (Criminal Minds)

Nota: Leia o post anterior pra entender esse aqui!

Então, o que aconteceu depois do salto felinístico que o Maluquinho deu são os acontecimentos que vou contar agora (me sentir o narrador do Linha Direta):

Agora na casa sobravam Joana, a perversa; Alípio, o engenheiro do mau; Isa, a conselheira; Tomatinho, o prisioneiro e eu, Guilherme, o vil torturador (Senti minhas mãos se esfregando uma na outra agora). E nas nossas cabeças, exceto na do Tomatinho e talvez na da conselheira, tinha uma vozinha dizendo "que tipo de maldade vamos fazer com o Tomatinho?". Sei que a Joana e o Alípio pensavam como eu, via o sorriso malígno estampado na boca deles!!! E agora todas as torturas psicológicas estariam apontadas pra um só, ou seja, talvez não tivesse sido te todo ruim o Maluquinho ter conseguido fugir (era o que eu pensava no momento, depois descobri que estava muito errado). Então o Engenheiro, a perversa e o torturador (It's ME) verificaram se o prisioneiro estava bem amarrado e se não poderia fugir como o outro. Corda verificada restava a tortura! MUAHAHA (Não me orgulho disso, bullying é crime pessoal)!
Começamos com tortura psicológica: ligamos o som do quarto no máximo, nem me lembro o que era que tocava... talvez fosse RBD... (Torturante, mas deixa te contar um segredo, a Joana adorava, eu até que gostava e o Alípio... hauhuahaahua!! Ele chorava com uma música deles!!!), depois a gente apagava a lâmpada do quarto e ficava só a luz do banheiro acesa, o que pra nós que estavamos torturando não influenciava em nada, MAS, ao Tomatinho, dava uma impressão de masmorra (pelo menos era assim que a gente queria que ele se sentisse) e pra essa impressão ser agravada a gente amarrou as mão dele uma na outra e atou ele na escápula da rede (Claro que a gente não deixou ele pendurado com os pés fora do chão, mas também ele não podia se abaixar!!!). Prisioneiro em posição, hora da tortura física.
Calma, calma! Se você está pensando que será testemunha de um crime horrendo com lascas de bambu cravada embaixo das unhas do Tomatinho, você está enganado! Até porque a lasca de bambu estava em falta e nada melhor pra torturar uma criança do que CÓCEGAS (Risada Malígna em 3 - 2 - 1 ...)

MUAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHA MUAHAH!!!!!






Criança se MIJA quando sente muitas cócegas, claro que não queríamos chegar a esse ponto e não chegamos, sabe o porquê? A Isa, a conselheira, disse que não era pra fazer isso (pelo menos alguém que tem um pouco de maturidade nessa história...), disse também que já estava indo pra casa dela. Sem problemas, a Isa não quer participar, mas a gente ia esperar ela sair e... não deu tempo de terminar a frase mentalmente, a Isa já voltava e falava:
-Tomate... Tomatinho, sua avó está aí na frente!!!

O Tomatinho ficou branco de medo e com a gente não foi diferente, na verdade acho que todos que estavam no quarto só tiveram um pensamento "FUDEU DEU DEU!"
E tinha fudido mesmo, quando fomos todos na frente de casa não estava apenas a avó do Tomatinho, haviam pelo menos dez pessoas. Eis que vem o primeiro grito da avó do nosso ex-prisioneiro (pausa dramática agora) (Tambores please: tum tum tum tum tum), eis o que ela disse apontando pra minha irmã:

- MACONHEIRAZINHA!



Ei, depois te conto o resto, tá?

Segunda parte dessa história dedico as músicas do RBD, são as melhores pra fazer pressão psicológicas em crianças e fazer o Alípio chorar!!!

sábado, 8 de outubro de 2011

Brincadeiras I - Parte I (O Cativeiro)

Quando eu tinha uns 14 anos eu não era como o resto do povo da minha idade (na verdade não sou igual a eles até hoje...), eu sempre me comportei como alguém mais jovem. Mas aos 14 isso é um problema, o povo inteiro "ficando" e beijando adoidado, entrando com tudo na adolescência. E eu... e eu? Claro que eu já tinha ficado, na verdade era bom nisso (de alguma maneira esquisita tem garotas que adoram meu jeito introvertido - Me achando aqui), porém ainda não tinha aquela sede que o povo tinha em sair beijando o mundo como uma Micareta. Então o que fazia era brincar com os amigos mais novos. Brincava de Bey-Blade, Yu-Gi-Oh, Futebol no portão da vizinha (Prof Carícia), Bandeirinha e mais um monte de merda que a gente inventava... Era muito bom, apesar de ficar meio envergonhado quando meus outros amigos (os mais velhos) passavam por lá, mas eu sei que no fundo eles estavam era querendo se juntar na brincadeira, e a vergonha piorava ainda mais pela diferença de altura, eu tinha... sei lá...1,70 enquanto os menores tinham 1,40 e pouquinho (chutei esse tamanho).
Ta, até agora não contei a complicação do caso, bom, é o seguinte: Um dia meus pais estavam viajando, só quem estava em casa era minha irmã, Isa que era nossa secretária do lar e eu. nesse dia eu fui a casa do Alípio (Um dos amigos da minha faixa etária), busquei ele lá pra gente ir em casa, no caminho passei por mais dois amigos (dessa vez mais novos), um que vou chamar de "Maluquinho" e outro que vou chamar de "Tomatinho". Eles perguntaram pra onde a gente ia, respondemos que íamos em casa e os moleques pediram pra ir também (maldito momento da minha vida!!!). Sem problemas, chegamos os quatro em casa e  o que iríamos fazer? Eis que chega a ideia podre, não me lembro quem a teve (Cof... Joana! Cof!  Cof! - Estou tussindo), essa a pessoa (Cof... Joana! Cof!  Cof! - Continuo tussindo) falou:
- (voz de SÍNICA) Vamo brincar de amarrar?
Eis que os "boca-podres" (todos nós - inclusive a secretária, que esta hora já tinha se juntado ao grupo) respondem:
- Bora!!!
Agora o conselho: Não brinque disso com crianças maluquinhas ainda mais se os pai de algum deles for um lutador...
Sabe de uma coisa, o Alípio, a Joana, a Isa e eu maltratamos aqueles meninos! Nós amarramos, xingamos e tornamos a amarrar e deixar eles apreensivos (Me senti um terrorista da Al-Qaeda mantendo um refém). Eis que um deles consegue se soltar, era o Maluquinho, ele se soltou e correu em disparada pra fugir do cativeiro (yeah, ainda to com o espírito terrorista). Minha casa tinha um muro de uns 3 metros, mas ele pulou aquilo fácil - um medo é um medo!!
Ok, tinha perdido um prisioneiro, mas ainda tinha o segundo! O Tomatinho ainda estava amarrado e...

Te conto amanhã!!!

Dedico essa primeira parte ao pulo ninja do "Maluquinho"!!!

sábado, 1 de outubro de 2011

Horas e Minutos Iguais!

Quem nunca olhou no relógio e viu as horas e os minutos iguais? ou invertidos?
Eu já vi algumas listas de significados diferentes no orkut e em blogs, mas basicamente a maioria tem o mesmo sentido:
(01:01) - A-mam-te loucamente.
(02:02) - B-eijarás em breve.
(03:03) - C-asarás em breve.
(04:04) - D-istânte pensa em ti.
(05:05) - E-ncontro em breve.
(06:06) - F-ostes traída (o).
(07:07) - G-osta de ti quem tu amas.
(08:08) - H-oje terás uma surpresa.
(09:09) - I-gnoram-te.
(10:10) - J-unto de outra (o) está teu amor.
(11:11) - L-onge de ti está quem tu amas.
(12:12) - M-uitas notícias te agradaram.
(13:13) - N-unca te amará. ou Namorarás
(14:14) - O-ntém um jovem quis falar com você.
(15:15) - P-aqueram- te.
(16:16) - Q-uerem-te em segredo.
(17:17) - R-iram de ti.
(18:18) - S-ente saudade de ti.
(19:19) - T-erás uma surpresa.
(20:20) - U-nicamente amada (o).
(21:21) - V-erás quem tu amas.
(22:22) - X-adrez do amor. ( Xeque-mate )
(23:23) - Z-ombaram de ti.
(00:00) - Quando se repetir por 3 dias, receberás um pedido.

e invertido:
(01:10) - Querem-te.
(02:20) - Notícias boas estão à caminho.
(03:30) - Desejam-te.
(04:40) - Traiste.
(05:50) - Receberá uma surpresa.
(10:01) - Amado (a) com outro (a).
(12:21) - Falam mal de você.
(13:31) - Algo não irá te agradar.
(14:41) - Perda de algo.
(15:51) - Paqueram-te.
(20:02) - Sentem saudade.
(21:12) - Desejam o seu bem.
(23:32) - Zombaria.

sábado, 24 de setembro de 2011

Sairé 2011 – Bebidas & Festas


Continuando a escrever sobre o meu Sairé um tanto atrasado... mas obrigado a você que pacientemente esperou e me cobrou durante a semana (a verdade é que a culpa é dos meus professores – YEAH – ficam passando provas e tals... reclamarei disso outra hora!!!) aqui está o Post, desculpe se ele não atender as suas expectativas!
Anteriormente estava contando como foi meu Sairé em relação à ideia e ao trânsito, hoje conto sobre as bebidas e as festas! :)

Bebidas & Festas
Cara, a verdade é que nunca fui muito de beber - tem um povinho agora que deve estar rindo ao ler isso – mas é sério, sou do tipo que aguento ficar a noite inteira sem beber e me divertir, o problema é que as pessoas não se divertem com o meu “eu normal”, sou tímido pra caramba (Sério!!!) e as pessoas pensam que sou metido ou que não gosto delas, por isso, as vezes, eu bebo. Só que, na época do Sairé o universo está desorganizado e as leis que regem a física e tudo o mais se alteram ficando do avesso, por conta disso invés de ter pausas pra beber, tive intervalos em que parava. A verdade é que depois do primeiro copo não parei... eu bebi demais. Tudo começou com aquele copinho pequenininho de cerveja, depois mais cerveja, cerveja e cerveja... Ela me enjôa, mas meu irmão é Ninja e nem precisei falar nada, ele acha uma barraca de Capetão, ficamos na frente da barraca uns 4 minutos, só estudando o procedimento do preparo, pra ver se tinha higiene (nem precisava, pra mim podia descer aquela bebida no copo de plástico mais engordurado que não teria ploblema)... Depois do estudo o veredito: Bora!!!
Cara, aquilo era divino e tinha uma parada de chocolate tipo uma cobertura que deixava a bebida ainda mais doce (Açucólatra) e mais grossa, o canudo parecia um cano, porém o líquido divino mal passava!!! QUE BOM!!! Os resultados dela no meu corpo as vezes ultrapassam a razão do entendimento humano, porém não urinei  nos móveis de ninguém (dessa vez)!
Mas, o que fiz foi algo surreal na minha cabeça, aconteceu assim:
Cena: Turma na praça, palco com um carinha que não conheço... mas que tinha umas músicas engraçadas, um tanto de gente, praça bem movimentada.
Daí o “carinha que não conheço” fala: Quem dançar aqui no palco vai ganhar uma caixinha de cerveja!!!!! (Coloquei cinco “!” porquê o cara era bem animado!)
O Gabriel, o Juba (quando contar do meu período Emo vou citar muito ele) e eu nos entreolhamos (hum... boiolas). Resultado: fomos subir ao palco.
Bem... a verdade é que só eu subi, eles tinham apenas feito simulação de ir, mas já tinha andado metade do caminho então me ergui no palco com minha lata de cerveja na mão e fui ganhar “aquelas geladas” pra gente!  A dança? Era carimbó... mexer e tal... sou duro feito uma porta, mas cerveja é sagrado. Na hora que subiu uma mulher de beleza contestável no palco tive a ideia de dançar com ela... ela poderia me levar na dança e esconder minha “dureza”. Bem... dançamos e acredite, GANHAMOS! Na hora da divisão do prêmio foi aquela coisa, devíamos dividir eu e a... “mulher de beleza contestável”, porém tinha um mala, que só por ter torcido por mim se achavam no direito de levar minha cerveja...  sou pacífico, ele levou duas. Afinal a cerveja não era tão importante quanto a quebra da minha timidez, a cara dos meus amigos ao me ver “dançar”, ao telefone daquela menina que consegui, que por ser de outra operadora não pude ligar...
Mas ano que vem levo crédito...

Tinha mais coisas pra contar... divido outa hora!

Dedico a “simulação de subida ao palco” de todas as pessoas do mundo!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Sairé 2011 – A Ideia & Trânsito


Esse final de semana que passou foi muito bom, fui ao Sairé em Alter do Chão. Sairé é uma festa meio louca e como eu funciono na base da osmose me torno um pouco mais imprudente nesse período. Não a ponto de fazer uma enorme e abominável besteira, mas algo grande mesmo assim, que estaria fora de cogitação na minha sã consciência.

A Ideia
O meu final de semana começou na quinta-feira, decidi que seria feriado pra mim (a verdade é que pensava que não teria aula, fiquei sabendo em cima da hora...), então... poxa, não lembro direito o que fiz quinta... acho que não fiz nada relevante – Meu Deus, vou terminar esse parágrafo e escrever o outro logo!
Recomeçando:
Meu final de semana começou na sexta (ai sim!!!), estava sem nem uma moeda, e não é exagero, tinha apenas crédito na minha carteirinha universitária, gosto muito de dinheiro (Sei que você também) e não tinha nada, pensei: PUt@ Q P@riU... Tenho nada de grana, and now? Cara, a verdade é que sou parecido com uma bactéria, dessas que vivem em condições extremas e altamente adaptáveis, decidi que iria curtir independente da maneira, afinal tenho uma barraca, e um pneuzinho na barriga que pode me alimentar o FDS inteiro, porém (graças a Deus) não precisei nem da barraca nem usar meu estoque de gordurinha! Meu irmão, Gabriel, me convidou a ir a praia e, como todos sabem: “Quem convida PAGA!”

Trânsito
Meu irmão não tirou a carteira a tanto tempo, mas até que ele dirige bem. Não tanto quanto o carinha do Ford Ka que passou por nós voando a 837Km por hora (deixa eu exagerar! Rum!!!), mas bem melhor que o playboy da Pajero que mostrava cutoco pra quem passava dele (não sabe o que é cutoco?). Acho que foi cansativo pro meu irmão, passou o fim de semana dirigindo, fizemos a viagem ida e volta três vezes e o trânsito nessa época é Fod@!!!  Alter do Chão parece uma exposição de automóveis nesse período, achar uma vaga pra estacionar é algo tão fácil quanto abrir uma lata de salsicha só com os dentes (tá... vou parar de exagerar...).  Sem contar os flanelinhas donos das ruas... Nota pessoal = daria pra eu ter tomado mais uns dois ou três capetões se o Gabriel não precisa-se pagar em toda estacionada que fizesse.

Pra não alargar muito a história, amanhã posto o final:  Sairé 2011 – Bebidas & Festa

Dedico ao carinha do Cutoco!

domingo, 18 de setembro de 2011

Bullying parte II (O Pega Santo)

Hoje é o dia que conto o que é o “pega santo”, mas pra você que não leu o post anterior e está com preguiça, vou resumir um pouco dele:

Quando criança, por volta dos meus 7 anos, eu sofria muito bullying. Era alvo pra diversas piadas e chegava até a apanhar, mas calma (pra você que já está com os olhos marejados em lágrimas)! Isso estava prestes a mudar!

Sempre fui um menino comportado, briga, nem pensar... e os moleques não suportam isso. Na cabeça dos minibadboys todos os meninos tinham que ser brigões e se divertir com todas as brincadeiras que envolvessem socos e pontapés... Não que eu não gostasse da brincadeira, mas, fala sério, por ser sempre algumas séries mais adiantado em comparativo com a idade dos demais, eu era um dos menores! O mesmo que estampar uma placa na minha testa dizendo “Me Chuta”. E eles chutavam mesmo... Doía (principalmente no ego).
Então, um dia depois de apanhar, acontece esse algo do nada: começo a ofegar feito um asmático (os meninos notaram), percebendo que eles estavam ficando amedrontados com minha respiração forte –acho que foi algo instintivo- comecei a aumentar a interpretação: fiquei agachado; franzia a testa ao máximo; não tinha mais dedos, e sim, garras, e falava o tempo todo “ FÚRIA”!!! 
Esse “algo” que criei queria que vissem como um monstro, mas, até nessas horas, os moleques são péssimos, eles diziam que uma entidade tinha baixado em mim. Eu era o PEGA SANTO! Pra mim não importava o nome, desde que aquilo funcionasse mesmo. E sabe de uma coisa? Funcionava, nunca vi meninada mais medrosa!!! Era eu começar minha encenação pra aquela multidão sair correndo. Cheguei a bater em alguns dos moleques que mexiam comigo, sempre no pretexto do “pega santo”. Mas nem tudo dura pra sempre e minha armação foi perdendo força e expirando a condição de amedrontadora, porém ao chegar nesse ponto... bem... é outra história, que te contarei em breve!!!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Bullying parte I (Tormenta)


Quando somos crianças, principalmente dos Cinco aos Oito anos, nossos amigos são sempre, além de amigos, nossos rivais (novela do SBT?).  Sempre sofri bullying - acho que atraio esse tipo de coisa – os moleques tinham prazer em atormentar minha vida! Lembro de um, que sempre roubava minha merenda e da minha irmã (pergunte a ela!!!), por esse motivo eu e ela começamos a comer escondidos na sala de aula! ...nem pensar em lanchar nos corredores, nem, muito menos, na área do recreio! Depois de comer meu lanche na sala de aula eu ia curtir o intervalo... bom, na verdade os outros que curtiam comigo, passar pelo corredor que dava saída pra área era um sufoco: o grupo de boyzinhos estavam lá brincando de “RASTEIRA”...

Conceito de RASTEIRA: brincadeira feia muito praticada pelos alunos da 3° e  4° série do Fulgêncio Simões (escola em que estudei), que consiste em derrubar os coleguinhas, advinha como!  R=Com uma rasteira!

Saindo da sala me deparava com aquela multidão, deviam ser uns 15, mas na minha cabeça cada um valia por uns 4. Então, aqueles (15x4=...) 60 moleques estavam lá, entre mim e a área. Sou fodah, conseguia atravessar pegando, apenas, cinco quedas em bons dias! Chegando na área, aquela imensidão de ...  PESSOAS VOLTANDO!!! O alarme tinha acabado de tocar e os alunos tinham que retornar! Você deve estar imaginando o tanto que eu devia ficar puto e estava mesmo, mas os dias de bullying estavam contados! Veio à minha cabeça uma ideia, o melhor mecanismo de escape que eu poderia criar: O “PEGA SANTO”!
Amanhã te conto...

Dedico essa primeira parte ao Carinha que roubava meu lanche!