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quinta-feira, 29 de março de 2012

Quero te ver


Não importa o momento, quero te ver
Quero te ver agora, pode ser depois, pode ser daqui a 45 minutos...
45 minutos é muito tempo, apesar de eu já me encontrar meses assim

A verdade é que não sei muito bem como aconteceu,
essa coisa repentina dentro de mim
Sei que não é Amor
(Tomara Deus que não o seja)
Prefiro assim, gosto do gostar, o gostar de leve, mas intenso! Mais intenso!

A verdade é que você é Linda
Linda demais. Só consigo pensar que quero você
Quero te encontrar, ainda não sei ao certo o porquê
Falando sério: Tem muita coisa que eu não sei, porém, o que sei é suficiente
Suficiente para querer um beijo seu
Suficiente para saber que é verdadeiro
Suficiente para te esperar... seja agora, seja depois que você resolver sair da piscina...
Sejam nos próximos 45 minutos...

domingo, 11 de março de 2012

Monólogo


Oi, bom dia, boa tarde ou boa noite! Eu nasci no dia 24 de Julho de 1991. Não posso me considerar alguém de muitos amigos, apesar de ter meus momentos de astro, a maioria das vezes estou ali, escondido... A verdade é que eu não gosto tanto de aparecer, hajo melhor entre poucas pessoas! Mas pra vc que começou a ler... calma, essa não é uma história triste, nem chega a ser um desabafo, está mais para... bom, vc saberá!
Logo que nasci eu era pequenininho, não que eu seja grandes coisas hoje, mas comparado a anteriormente até que me dei bem, sabe? A vida era boa, sem problemas ou complicações, eu tinha um par de sapatos que adorava, vivia com eles na época de infância. Imaginei que fôssemos inseparáveis. Porém, um dia, sendo levado de carona numa bicicleta ocorreu algo horrível... não me lembro bem por conta do choque e da idade que eu tinha. Contudo, o fato é que perdi um lado do meu sapatinho. Daí vc pensa “para de ser dramático”. Nem é drama cara, e aqui quero ter uma conversa de igual pra igual com vc, então me ouça (leia) até o final.
Passado o problema do sapato eu consegui me revigorar, tudo sussa na montanha russa. Próximo aos meus 10 ou 11 anos passei por umas transformações, disseram pra mim que era a pré-adolescência que estava batendo a minha porta... Beleza, pré-adolescência é o máximo, mas tenho que dizer: Meninos de 10 ou 11 anos parecem bons, mas, as vezes, podem ser bem cruéis. Sofri um pouco na mão de um garoto. Passando essa época que muitos consideram boa (pros outros, não pra mim) chegou a adolescência...  esse período eu gostei mais, até cresci... curti bastante, alguns moleques começaram seus vícios e algumas meninas também... eu não minto, sou luxúria pura e a bebida facilitava algumas coisas (se é que me entende). A adolescência foi quando fiz as pazes com a crueldade da juventude, passei até a ser o melhor amigo do carinha que antes eu penava... afinal ele quem trazia as mulheres pra gente. Tenho talento natural com garotas, parece que fui feito pra isso, mas chegar nelas só dependia dele.
Digo que minha adolescência dura até hoje, porém para termos legais sou adulto... estranho pra mim dizer isso, mas não tão estranho quanto o que vc faz agora... tendo uma conversa com um “Pinto”!!! Isso mesmo, sou um pinto, um pênis, se faltou clareza!  Amigo pra caralho do querido Guilherme, que apesar de ter culpa de perder um de meus sapatos eu desculpo, afinal: Amigo de verdade é pra essas coisas, mesmo que as vezes ele me deixe na mão...

Esse post eu ofereço a meu precioso calçado, que ainda deve estar perdido por aí!

E agora leia de novo sabendo quem eu sou!!!

terça-feira, 6 de março de 2012

Ao Meu Primeiro Rival - Parte II


Retrospectiva da cena:
Eu limpinho, cheirando a Palmolive, querendo deitar na rede com meu pai e ele lá, o minicapeta, suado, cheirando a cigarro de folha de caderno usando meu pai como o travesseiro dele! Mas meu pai é meu travesseiro, só meu... às vezes empresto pros meus irmãos (o cagão e a cagada), mas é meu!
Quando me aproximo mais um pouco da rede percebo algo pior do que o pirralho usando o meu pai. Bem pior, na verdade. Era o meu pai cantando a minha música de dormir pra ele!

Amigo, a partir daí a porra ficou séria! Virou um jogo... nos dias seguinte eu procurava tomar banho mais cedo pra deitar antes do lado do meu pai, consegui isso nos primeiros dias. Só que o primo era “Peça do Mal” e como tal era discordioso... achou bonito chegar mais cedo que eu outro dia e alugar outra vez meu pai. Porém, não posso eu, hoje, não entender meu primo, pois as músicas de ninar do meu pai e as histórias eram demais, tinha a do Cavalo Pocotó (acho que o Serginho e a Lacraia imitaram dele...), chapeuzinho vermelho que se cruzava com os três porquinhos (precursor de Shrek), uma história muito boa do gato de botas, que era 400x melhor que aquela história do livro, ele cantava Chico Buarque como cantiga de ninar e eu nem sabia... enfim: tudo o máximo! No dia em que o pivete chegou mais cedo eu não quis saber, fui deitar também, afinal meu pai tinha dois braços. Deitei e dormi.
No dia seguinte o meu primo estava o cão, acho que na cabeça dele eu tinha me aproveitado do espaço “dele”, ele queria brincar de power rangers e de cavaleiros do zodíaco! E quem é criança sabe, que isso é só desculpa pra dar umas porradas no outro, ou, no caso dele, apanhar um bocado de mim... (assim eu pensava). Começou a porrada, eu era maior que ele, porém ele era “moleque doido”, partiu pra cima de mim com uma... uma... (acho que preciso dar nome pro golpe...). Partiu pra cima de mim com um liquidificador duplo de braço, esse é um golpe muito eficaz executado por ninjas. Não tive combate, perdi.
A partir dali me dediquei no estudo do liquidificador duplo de braço, virei perito na área. Estava pronto pro próximo fight!

Se liga na cena da segunda luta [é assim que eu me lembro]: Faroeste, eu numa ponta do corredor da casa, ele na outra. Nossos olhos se encaram por um tempo. Ele começa a girar devagar os braços, começo a girar os meus, os giros vão se intensificando e ficando cada vez mais rápidos. Corre um na direção do outro, o contato estava prestes a acontecer...
(Sons altos de tapas em carne de moleque sapeca, gritos, sangue pelas paredes [brincadeira gente])

Eu tinha ganhado a minha primeira luta, graças a meus estudos calculísticos sabia que meus braços eram alguns centímetros maiores. Chegam nossas mães (elas sempre chegam, véi) e se deparam com a cena. Claro, eu fiquei como o ruim da história... mas valeu o que sentia naquele momento, só naquele momento mesmo, pois depois levei umas palmadas por ter malinado do “Suposto coitado primo menor”... Sacanagem, né?
Depois dessa a gente dormia numa boa, juntos com meu pai, afinal era muito melhor aguentar a ira pelo primo sem dar bandeira a nos enfrentarmos de novo e passar outra vez pelos chinelos e tamancos de nossas mães! Não que não tenhamos nos confrontado outras vezes, na verdade fazemos até hoje! No xadrez, na corrida, na luta, no vídeo game e em tudo o mais que surgir...

Dedico ao meu eterno Rival, meu primo Murilo Ebrahim!

segunda-feira, 5 de março de 2012

A partir dessa semana volto a postar aqui! Avisem aos amigos!

Vou vim "contudo"!
Vou vim com tudo!

domingo, 16 de outubro de 2011

Ao Meu Primeiro Rival - Parte I


Cara, todo mundo tem um rival, e quando digo todo mundo é todo mundo mesmo. Rival não é uma coisa que se escolhe, se existe esse lance de alma gêmea, onde uma pessoa completa a outra, o rival é mais ou menos por aí, ele te completa em alguns aspectos. Claro que nada sentimental... (UA!!!) é mais como um obstáculo mesmo, um nível, que sempre está à frente e você sente uma necessidade interna em ultrapassar. Tive inúmeros rivais durante a minha vida, mas esse post não é pra um rival qualquer, esse post é uma homenagem ao meu primeiro rival, meu primo!!!

Na verdade não me lembro bem qual foi o primeiro contato “farpado” que nós tivemos, talvez tenha sido em outro plano. Te liga na minha cena hipotética:
Estávamos nós dois no Céu esperando pra nascer na família Hebrahim, um espírito olhando pro outro e Deus pergunta “Quem dos senhores deseja nascer primeiro?”, tal que saltamos juntos dizendo “Eu! Eu!”. Só que Deus é inteligente pacas, resolve a situação da maneira mais sábia “Faz um par ou ímpar aí”. Eu ganhei o par ou ímpar e nasci primeiro, mas não contava que também tinha ganhado um rival que nasceria meses depois na minha própria família.

Quando criança (criança mesmo, tipo 4 anos) o meu pai começou a trabalhar em Óbidos, a cidade que nasceu e morava meu primo, enquanto isso eu e o resto da minha família estávamos em Santarém e recebíamos visita apenas uma vez por mês dele, e sempre que ele chegava nos contava como era Óbidos e falava do meu primo e como ele era hiperativo. O que eu não sabia é que eu iria conhecer o Hiperativo meses depois!

Depois de meu pai estar melhor estabelecido em Óbidos nós fomos morar com ele na casa do meu tio, eu estava entrando em território inimigo e não sabia...
O primeiro contato (agora o real) foi normal, mais ou menos assim “Olha Guilherme, aquele é seu priminho, vai brincar com ele...”, sou bonzinho, sempre fui, então obedeci e fui brincar com o minicapeta. Então o meu primo me guia até o quintal onde tinha uma segunda casa sendo construída. Construção é um paraíso na cabeça de um moleque, eu pensava em todas as coisas que eu podia brincar lá: pira-pega, pira-se-esconde, polícia e ladrão, pir... meu raciocínio é quebrado pelo meu primo, o que ele me indica a fazer “vamos fumar?”. Cara, ele tinha 4 anos e queria fumar... doido, na minha cabeça ele era o cara, aceitei muito rápido “Vamo!!!”. O primo voltou pra casa e quando voltava ele trazia um caderno brochura e um isqueiro. Então a gente entrou num dos cômodos que estavam sendo construídos e começamos a enrolar os desenhos rabiscados no brochurão do meu primo, acender a ponta deles e fumar papel como se fôssemos artistas de cinema. Aquele dia foi massa, passamos a tarde fumando todo o caderno do meu primo. Chegando em casa (na casa dele) com aquele cheiro de queimado, minha mãe me manda pro banho, ‘No Problems’, fui tomar meu banho, saí do banheiro como se fosse um Palmolive (Não, não estou ganhando pra fazer esse comercial). Estava cheirozinho, ia fazer o que estava sentindo mais falta: deitar na rede com meu pai e ouvir ele cantar e contar umas histórias de ninar pra mim, pois estava com muita saudade daquilo, faziam alguns meses que meu pai não me fazia dormir... só que não pude criar expectativas sobre aquilo acontecer tão rápido, pois o dito-cujo do meu primo já estava lá alugando o braço do meu pai pra servir de travesseiro pra ele... eu não ia deixar passar barato, esse é o meu pai, é meu lugar... algo precisava ser feito!!!

Amanhã essa história vai dar uma reviravolta.

Essa primeira parte eu dedico ao cara que me apresentou ao vício de fumar brochurão!!!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Fulana

Tudo começou em 1999, me mudei pra Alq. sem saber que essa cidade iria mudar minha vida pra sempre, eu estudava com você e gostei de você desde que entrei pela primeira vez naquela sala, foi amor à primeira vista (nunca pensei que ia dizer isso).
Você sempre foi diferente das outras garotas, enquanto as outras garotas eram feias e metidas, você era linda e humilde e o seu jeito fez com que eu me apaixonasse cada vez mais por você.
E então comecei a fazer de tudo pra me aproximar de ti e a primeira oportunidade que surgiu foi quando a professora fez um trabalho em dupla, tomei coragem pra pedir pra ti fazer comigo, você aceitou e marcou na sua casa eu fiquei tão feliz que nem me toquei que eu estava lá pra fazer trabalho,a partir daí fui fazendo de tudo pra ficar perto de ti,e ia me apaixonando cada vez mais, eu não faltava um dia na aula só pra eu poder te ver, e então fui crescendo e ao invés de o amor diminuir, ele foi crescendo... e eu não estudava mais contigo tu vieste estudar aqui em Stm, quando fiquei sabendo da sua partida fiquei triste, cheguei ate a pensar que não ia conseguir viver, pois eu podia até ser uma criança mas eu já sabia que eu te amava. São nove anos de  planos pra te conquistar.
Foram varias as vezes que te vi, e todas inesquecíveis, mas a sensação mais estranha foi a de quando eu fiquei um bom tempo sem vê-la, você tava indo pra sua escola e eu pra minha, foi o “OI” mais difícil da minha vida, minhas pernas tremiam, meu coração acelerou e eu gaguejei, foi uma sensação boa e ruim, é uma coisa que não sei explicar e é assim que me sinto até hoje quando te vejo.
 Também me recordo das férias de 2004, nesse ano não viajei, mas por incrível que pareça foram as melhores férias da minha vida! Eu morava perto casa de sua avó e você ia toda tarde à casa dela, eu ficava das 14:00 as 15:00 te esperando passar na frente de casa naquela bicicleta cross prateada e, também, tentando bolar um jeito de conversar contigo. E então quando as férias estavam perto de terminar eu comecei a brincar toda tarde de bola contigo lá na frente de casa, eu contava as horas pra chegar a tarde pra que eu pudesse te ver, então as férias acabaram e percebi que eu vivi seis anos da minha vida sonhando com um amor platônico,e então procurei te achar em outras meninas...e não encontrei, tentei te esquecer e não deu, e até tentei me enganar figindo que você não existia. Tentei até sentir raiva de ti, chegando ate a mandar mensagens que eu não gostava mas de  você, mas quando te vi de novo o meu desejo era de ti falar que tudo aquilo era mentira, e o que eu sinto por ti é amor verdadeiro mesmo! As vezes chego ate a imaginar como seria se eu namorasse contigo.
E hoje eu tenho certeza que você, Fulana, é a mulher da minha vida!
Amo-te e sempre vou te amar...
                                                        Guilherme Hebrahim


Escrevi isso em 2007
Dedico a MIM!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Brincadeiras I - Parte III (Caso de Polícia)

Pra entender esse post leia os dois anteriores!!! http://allmylifehebrahim.blogspot.com/

Recapitulando: Levei dois amigos mais novos pra brincar comigo, minha irmã e outro amigo (o que chora na música do RBD), a brincadeira era calabouço, a gente os prendia enquanto eles dois tentavam se safar. Estavam lá: Tomatinho e Maluquinho presos, porém, quando nós, os carcereiros dos moleques, nos damos conta o Maluquinho foge deixando pra trás o Tomatinho amarrado no quarto(Amigão ele, né?) e um "Éguaaaa do pulo!!!" em nossas cabeças. Nossas atenções se voltam pro outro prisioneiro, Tomatinho iria sofrer as consequências por seu parceiro de cela ter fugido, BUT ("but" é "mas" em inglês, pra você que não estudou) antes que pudéssemos aumentar o nível de tortura chega Isa, a conselheira, dizendo que a avó do pequeno Tomate estava na porta, quando fomos até a porta ela não era a única... Eis que ouvimos o primeiro grito:

CAPÍTULO III - Caso de Polícia

- Maconheirazinha!!!
A velha gritava apontando pra minha irmã, depois voltou os olhos pra mim, eu tentando me esconder por trás da porta semi-aberta, ela começa a me xingar de PEDÓFILO...
Começou um... como é mesmo a palavra... Fuzuê (essa cai bem aqui) na frente de casa, minha irmã, mesmo quando mais nova, nunca foi de calar a boca. A velha também ouvia umas "palavras bonitinhas" que saíam da boca da minha querida Joana. E o grito corria solto na frente da casa, a aglomeração começava a aumentar, primeiro foram os vizinhos, depois qualquer curioso que estivesse passando por perto parava pra ver a cena.
Não posso dizer que não fiquei assustado com aquilo, mas mesmo nessas horas eu me encontrava rindo por dentro olhando o Tomatinho sem saber se saía de casa e ia pros braços da velha doida ou se ficava com a gente, os malvados torturadores, eis que ele escolhe... Tomatinho corre pra trás de mim!!! Será que a avó dele era assustadora????
Então a Bruxa (deixa eu chamar ela de bruxa?) diz que vai ligar pra polícia. Não esqueço essa hora, minha irmã responde pra ela mostrando o celular:
- Não sabe o número? Quer que eu ligue? (Claro que tudo isso num tom muito alto - chegava a abafar o som que a velha fazia)
Nesse momento a Bruxa viu que alí ninguém tinha medo (na verdade era só a Joana que não tinha, pois o Alípio, a Isa e eu estávamos quase nos urinando de tanta pressão) e decide ir embora, ela chama o Tomatinho pra ir com ela só com os olhos, sem dizer uma palavra e ele entende (Ok, posso ter exagerado nessa parte, mas o fato é que ela amedrontava o coitadinho). Tomatinho sai quase molhado de medo - a velha tinha conseguido com os olhos o que a gente com tortura não conseguiu. Aquilo tinha acabado?
NÃO!!!!

Um dia depois...
Meus pais chegam de viagem, contar a história pra eles foi fodah... mas pior que isso foi uma intimação chegando na nossa porta dizendo que teríamos que comparecer na delegacia!
A tarde desse dia foi muito ruim... morava em cidade pequena... parecia que todo mundo sabia o que tinha acontecido, de fato alguns sabiam e cidade pequena aumenta muito o que acontece... Descobri depois que muito do que aumentaram na história foi fruto da imaginação do Maluquinho (o que tinha fugido primeiro), ele disse pra todo mundo que (presta atenção na imaginação de merda do moleque) eu tinha uma roda na minha parede que usava pra amarrar eles e atirar facas enquanto estavam de olhos vendados... o.O Ele inventou também que eu usava um cabo de vassoura, no maior estilo Tropa de Elite (assiste ao filme que você vai entender). O mais incrível não é um menino inventar isso, mas sim um adulto acreditar!
Além de descobrir o que o Maluquinho tinha inventado fiquei sabendo que antes de a gente abrir a porta pro Tomatinho sair a velha já estava lá fora a pelo menos uns 15 minutos e que o pai do do vegetal já tinha pulado nosso muro (mais aposto que não foi mais bacana que o pulo do pequeno Maluco mesmo o "Tomate Pai" sendo lutador) e batido em todas as janelas e portas... Em meu favor digo que o ar-condicionado de casa era muito barulhento e RBD no máximo faz você perder o discernimento de outros sons...

Dia da audiência
Até pra escolher a roupa pra ir na delegacia foi difícil, evitei as cores muito chamativas como vermelho ou amarelo, não queria usar preto também... fui de azul claro, assim o delegado fica calmo, pensei. Fui até lá acompanhado do meu pai, chegando à delegacia sentei num banco que havia perto da porta, não fiquei muito tempo lá, logo fomos chamados pra entrar na sala do delegado.
Entramos. Esperava naquele momento ver o pai lutador e a avó bruxa do Tomatinho, mas o único na sala além de mim e meu pai era o delegado. Ele me olhou, e começou o interrogatório olhando pra uns papéis:
- Você é o Guilherme Martins Hebrahim?
- Sou sim! - Respondi.
- Qual sua idade, Guilherme?
- 14...
- Qual a idade dos outros que você brinca?
- Não sei... acho que 12, 10... por aí!
Ele me olhou por um tempo e depois começou a falar pro meu pai:
- Porra (ele soltou esse "porra" mentalmente, eu sei disso), a diferença entre eles é mais tamanho mesmo! Como que uma mulher dessas chega inventando tanta coisa...? - daí entendi que ele já tinha falado com a Bruxa.
- Meu filho sempre foi maior em altura, mas já falei com ele que não é mais pra ele brincar com o Tomatinho. - Disse meu pai.
E ficou por isso, o delegado liberou a gente! UOHUW!!! Eu pensei que delegados fossem mais durões e que a conversa poderia chegar até um "Onde que estão escondida as drogas?", mas que nada.
Passado a audiência fomos, meu pai e eu, pra casa. A noite fui sair com a Joana e o Alípio, era tarde, sabe quem encontramos enquanto caminhávamos? O pai lutador do Tomatinho. Ele vinha em nossa direção... puts... senti o Alípio ficando mais branco que papel sulfite, não sou do tipo corajoso, mas não tive medo naquela hora. Então quando íamos passar pelo Tomate Pai ele me chama. Ok, nessa hora até que minha coragem tinha se abalado um pouco, mas fui lá. Ele foi bacana, no possível num momento desses, e só disse que não era pra eu brincar com o filho dele, não daquela maneira. Depois ele continuou seguindo o caminho dele e nós o nosso. Depois de um tempo o clima ruim de toda essa situação passou e só o que sobra agora é uma trama malígna para destruir o MALUQUINHO! Risada malígna em 3 - 2 - 1...

 MUHAHAHAHHAAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHHA!!!  (brincadeira gente, meu tempo de fazer maldade já passou)

[Ou será que não???]


Dedico o final dessa história a todos os Idiotas que acreditaram que eu realmente tinha uma roda de circo em casa! Porque... Fala sério!!!